Um sonho fraterno

Sonhei que uma de minhas irmãs se queimava e acordei perturbada com os gritos de dor, que só de lembrar me estremeço – aquele sentimento de proteção aos irmãos mais novos que nunca nos abandona, mesmo com a rotina e a distância, mesmo dentro do sonho mais injustificável. Levantei sentindo o corpo arder pela visão terrível que acabara de presenciar, como se a carne queimada fosse a minha. Mas, é claro que podia ser só o calor de fevereiro aqui do sertão. Voltei a dormir e novamente sonhei com a minha irmã. Mas, desta vez, contava a ela sobre o sonho que havia acabado de ter. O espantoso foi que expliquei como tudo terminou, a parte final do primeiro sonho que nem eu assisti ou que ficou perdida nos desvãos da mente, encoberta pela tensão de ver a pele em chamas.

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