Don está com a mulher que é o começo de tudo, a mulher com quem até o momento ele se sente à vontade para falar de suas indecisões criativas; há um tom terroso, beira o bege, indício de paixão que desaquece e perde a brasa. É meio de semana. Provavelmente quarta. Uma quarta-feira nunca tem cor que não seja o cinza ou o pastel. Mas é tempo de mudança. Mais uma. Um novo painel em que se joga as cores. Não há retorno; há só uma chance de acerto, uma só chance de colorir, pincelar o tecido cru; uma vez feito, está feito. Não se repinta o que já foi colorido, nem se apaga as marcas. Não se volta atrás para corrigir os erros; vai ver, não era erro, era escolha (faça os outros acreditarem nisso e você estará feito!). “O que as mulheres querem?”. Fazer escolhas pode ser uma resposta. Está na ponta do nariz, é só ter olhos para ver. Esta cena de uns 10 segundos, no entanto, é sobre o que quer esta mulher em particular. Ser o remédio, é o que ela diz. O que importa mesmo é que toca Blue in Green o tempo todo.

Obs.: o episódio a que fiz referência é “5G” da primeira temporada de Mad Men.

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