Ano que vem quem sabe

Todo início de ano eu fico mais reflexiva e acabo criando posts mais pessoais do que eu gostaria de fazer por aqui. É que, ainda que eu não goste de admitir, essa fase do ano acaba “me pegando” e, meio que por costume, eu acabo fazendo um plano ou outro, profissional ou não, necessário para a manutenção da minha lucidez ou não.

Daí que, recentemente, eu voltei a me exercitar. Na verdade, tudo começou lá para novembro, antevendo os quilos a mais que as festas de fim de ano nos causam. Eu não gosto de festas de fim de ano, mas sabe como é, né. A comida está ali. A bebida, também. Quando se dá conta, lá se vai todo o trabalho duro que uma corrida em volta do quarteirão significa.

Tarde demais. Não dá para ficar lamentando “o leite derramado” – embora, se tivesse leite nessas ocasiões, a gente fatalmente iria beber antes que ele tivesse tempo de ser derramado. Mas, longe de ser uma gordófoba, fiquei pensando na possibilidade real de me tornar uma corredora: um desejo antigo que nunca consegui concretizar, devido à correria no trabalho, à falta de tempo para treinar, à vida.

Contei para o meu marido e ele, que dificilmente me engana com essas vontades momentâneas que eu tenho, disse: “treina este ano para correr as maratonas no ano que vem”. Sem querer me desanimar, claro, mas um choque de realidade é sempre bom. Eu concordei, afinal, eu dou duas voltas no quarteirão e faleço (mentira, dou 1.5 volta). Mas, a ideia de me superar no dia seguinte é sempre desafiadora. E ando precisando de um estímulo a mais.

Hoje, eu corri, tomei banho e me olhei no espelho. A vermelhidão continuava aparecendo nas bochechas. Estranhamente, eu me senti bonita. Sem maquiagem, sem artifícios e com a cara de quem quase morreu dando duas voltas no quarteirão (tá, 1,5 volta…). Entendi como um bônus da vida para que eu continue tentando. Embora eu saiba, lá no fundo, que era só a água quente, o cansaço e o calor fazendo o seu papel. Mas, é para ser otimista? Vá lá. Sejamos otimistas.

 

P.S.: A foto em destaque do post eu tirei num daqueles dias que você se anima para sair para correr/caminhar e, no exato momento em que coloca os pés na rua, começa a chover. Depois desse dia, que foi o dia do pontapé inicial das corridas/caminhadas, eu desisti. Entenda isso, como quiser.

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2016

Terminei o ano sem qualquer expectativa sobre 2016. E nem por isso acho que ele vá ser ruim; acho mesmo que vá ser um ano de transformação, já que 2015 foi meu ano de completa renúncia, de reflexão, mas, sobretudo, de admitir que renegar a literatura foi meu grande erro.

Não por acaso, mas sem qualquer premeditação, meu último livro de 2015 foi A Metamorfose. Como no livro, o processo que estou vivenciando foi bem parecido: o de ser obrigada a conviver com uma nova realidade e se questionar sobre a vida que levava anteriormente. É um processo sofrido e que leva tempo para assimilar. Mas, é necessário.

Em respeito a esse momento, optei por deixar de lado as resoluções de ano novo. Vou me dar ao luxo de viver um dia após o outro. Seja lá o que isso queira dizer.

O último do ano

Vai ver, esse é o último post do ano. Vai ver, é aquele post que é, mas nunca devia ter sido. Vai ver, esse ano segue a mesma lógica do post e, por isso mesmo, nem vale a pena ser escrito.

Não foi um bom ano, confesso. Ainda assim, ele me trouxe coisas boas. Fiquei alguns minutos tentando listá-las na cabeça e percebi que, de certa forma, eu consegui atingir alguns objetivos não relacionados a trabalho, algo que eu vinha tentando fazer há um tempo.

Fiz um curso rápido de desenho de moda:

desenho_moda

Virei vocalista de uma banda de rock, quebrando o celibato musical de uns 5 anos:

banda

Visitei a praia (duas vezes!):

Fui ao Rock in Rio e assisti o show do Queen + Adam Lambert:

queen_adam_lambert

Adotei um cãozinho travesso:

Cortei drasticamente o cabelo (mas estou deixando crescer de novo):

bruna

Voltei a ler coisas de que gosto. Na verdade, voltei a ler o que, por si só, já é o suficiente…

Enfim, não foi o ano que eu esperava – até porque eu não esperava nada mesmo… -, mas foi um ano bom. O que incomoda é que é a primeira vez na vida que termino um ano sem saber exatamente como vai ser o outro. E “pisar em ovos” não é algo que deixe qualquer pessoa confortável. Mas, admito, vai ser um novo exercício. Não planejar nada e ver no que dá. Como uma tela em branco. Ou um livro que está prestes a ser escrito. Mais ou menos como esse texto aqui, que começou sem eira nem beira e acabou da mesma forma.

Tá vendo só? 2016 nem começou e já está a cara deste blog… Vamos ver o que mais nos espera.