– Juçara Marçal, “Toque certeiro, pra onde apontar” –


Me sinto uma anã tentando escalar sem muito sucesso os ombros de gigantes, ao tentar esboçar qualquer coisa sobre Metá Metá. Um trio que une a experiência afro-eletro-punk de Kiko Danucci, o sax abrasivo de Thiago França e a voz inquietante de Juçara Marçal numa combinação que não tem nada de adocicada. Metá Metá é um retorno às origens, ou melhor uma redescoberta delas, uma (re-)entrega às nossas origens africanas tão, ao mesmo tempo, brasileiras, pois sequer há fronteiras entre elas. Metá Metá é um hiato indissociável em nossa música, “uma beleza disforme, sem rosto/ sem nome, sem moderação”. Não é pra qualquer um, mas todo mundo se reconhece nesse som que nos carrega para lá adiante, num vem e vai que faz a gente se conhecer um pouco mais a partir do que veio antes de nós. E se conhecer é esse risco, esse ritual que é feio e às vezes dói.

Ouça Metá Metá: http://metametaoficial.com.br (os álbuns estão todos disponíveis para download).


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